Diferentes pesquisas[1], [2], [3] apontam para o mesmo resultado: os adolescentes estão muito insatisfeitos com a própria imagem corporal. Esse sentimento é compartilhado por 75% a 85% dos jovens brasileiros, dependendo da região na qual foi feito o estudo, e obedece a um padrão: meninas querem ser mais magras, meninos querem ser mais fortes (independentemente de estarem ou não com o peso adequado para sua altura e idade).

Atualmente, além das mídias tradicionais – propagandas em meios impresso e audiovisual, capas de revista, cinema e televisão – as mídias sociais colaboram para a percepção distorcida do corpo, mesmo com o movimento de body positive ganhando força em busca da aceitação de padrões e tamanhos variados de corpo.

Uma das principais dores do adolescente é lidar com sua aparência física e reconhecer quem ele é e como se posiciona no mundo. Por esse motivo ele se sente constantemente julgado e desaprovado por seus pares e pelos adultos.

No artigo “Uso de redes sociais, influência da mídia e insatisfação com a imagem corporal de adolescentes brasileiras”, a insatisfação corporal é conceituada como “um distúrbio atitudinal da imagem corporal (IC), descrito como a avaliação subjetiva negativa da IC, que pode ser avaliada pela discrepância entre a IC real e a idealizada. Acredita-se que a internalização do padrão do corpo ‘ideal’, ou seja, a incorporação do valor ao ponto de modificar as atitudes e comportamentos pessoais, é um importante mediador da insatisfação corporal. A IC é influenciada por diversos fatores, e três deles têm maior importância: os pais, os amigos e a mídia”.

Sabendo disso, concluímos que é possível auxiliar seu filho a aumentar a autoestima em relação ao corpo. Veja aqui algumas atitudes:

– Ajude o adolescente a perceber o que ele acha bonito em outras pessoas e que não é necessariamente valorizado por todo mundo;

– Evite fazer comentários negativos sobre a aparência (a sua, a do jovem ou a de outras pessoas);

– Deixe claro que está disposto a ouvi-lo e apoiá-lo caso se sinta inseguro ou desconfortável com a própria imagem;

–  Mostre ao adolescente que cada um tem suas próprias características e qualidades, e que o padrão de beleza estabelecido pelas mídias e pela sociedade não é tão importante assim.

 

Outras fontes:

“As redes sociais estão mudando a percepção do corpo?”. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/10/141013_redes_sociais_impacto_imagem_fn

“Insatisfação corporal e rastreamento do risco para Transtornos Alimentares em adolescentes”. Disponível em: http://adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=565

“Como as redes sociais afetam a sua visão de si mesmo”. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/04/como-redes-sociais-afetam-sua-visao-de-si-mesmo.html

 

[1] “Uso de redes sociais, influência da mídia e insatisfação com a imagem corporal de adolescentes brasileiras”. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v66n3/0047-2085-jbpsiq-66-3-0164.pdf

[2] “Adolescência e imagem corporal”. Disponível em: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=246

[3] “Insatisfação com a imagem corporal e fatores associados em adolescentes”. Disponível em: http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/insatisfacao-com-a-imagem-corporal-e-fatores-associados-em-adolescentes/17055?id=17055

 

                      

Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.