Quem tem filhos pequenos certamente já passou pela situação de querer ir a algum lugar e não poder levar as crianças nem ter com quem deixá-las. Isso porque a simples menção a ir a um restaurante, bar, museu ou cinema já faz lembrar dos olhares de censura dos outros frequentadores ao primeiro sinal de que há uma criança ali: uma risada, um chorinho, parece que tudo ecoa como “sua família não é bem-vinda aqui”. Como consequência, pais – e mães, especialmente – de maneira geral reduzem a quase zero sua vida social e cultural durante os primeiros anos de seus filhos.

Felizmente essa situação de “longa quarentena autoimposta” aos pais está, aos poucos, diminuindo. Hoje, existem cada vez mais estabelecimentos baby friendly e kids friendly. Mas o que esse conceito significa? São lugares de inclusão, onde as crianças são bem-vindas; mais que isso, espaços nos quais há infraestrutura adequada para garantir um passeio divertido a pais e filhos de qualquer idade.

Esse tipo de empreendimento costuma ser idealizado por mães que, cansadas de esperar as crianças crescerem para voltar a fazer os programas que gostam, fazem o movimento de produzir seus próprios espaços para aliar convivência social, respeitando as especificidades infantis. É a roda de samba que tem área externa com pula-pula, o café que conta com brinquedos ao lado das mesas, o hotel que tem micro-ondas acessível para esquentar papinha.

É o caso do projeto CineMaterna, que oferece sessões de cinema organizadas especialmente para mães acompanhadas de bebês até 1 ano e meio: com som reduzido, trocadores de fralda nas salas, ar-condicionado ameno, luz suave, e até espaço na frente para estender um tapete e espalhar brinquedos.
Para além das condições de infraestrutura, é necessário que os funcionários de um estabelecimento baby friendly ou kids friendly estejam preparados para lidar com o público infantil, com atitudes como passar na frente o pedido da criança à cozinha, ser solícitos às demandas e saber lidar com os contratempos – caiu geleca no cabelo, precisa de uma talher extra para a mãe ajudar o filho a comer, ou de gelo para um machucado.

Por outro lado, é preciso que haja também um esforço dos pais no sentido de permanecer atentos aos filhos, mesmo que exista um recreador ou funcionário responsável pela área infantil. E que tudo bem ficar fora até tarde de vez em quando, mas de maneira geral as crianças precisam de rotina, de hora de dormir, de acordar, de comer, de estar no espaço que já conhecem e se sentem bem da própria casa.

Fonte: https://www.cinematerna.org.br/

                      

Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.