Chegou fevereiro! Fim das férias, volta às aulas!

Para a maior parte das crianças esse momento tem tudo para ser tranquilo: é tempo de estrear o material escolar recém-comprado, de aprender coisas novas, de matar a saudade dos colegas e professores. Mas há casos que exigem maior atenção da escola: as crianças que passaram para o 1º ano ou o 6º ano do ensino fundamental, ou aquelas que estão chegando a uma escola nova.

Nessas situações, há um estranhamento natural por parte do aluno, mas o mais comum é que a tensão surja dos responsáveis. Para que o início do ano letivo comece da melhor forma possível, a escola pode apoiar isso institucionalmente. A primeira semana parece um pequeno detalhe se comparada a tudo o que vem pela frente, mas a qualidade do período de adaptação pode influenciar – positiva ou negativamente – todo o ano letivo.

Confira nossas orientações para você – educador, orientador pedagógico ou responsável pela escola – dar as boas-vindas aos alunos com sucesso:

  • Antes da volta às aulas, converse com as mães e pais, explicando que as crianças só ficarão confiantes se eles passarem essa confiança a seus filhos. Isso requer autocontrole dos responsáveis. Um problema muito comum é que os pais se remetem à própria infância, às grandes mudanças pelas quais passaram e que foram difíceis para eles. Oriente-os sobre a importância de cuidar da própria infância para poder olhar melhor para a infância de seus filhos.
  • Para construir uma nova relação baseada em confiança, ajuda muito se a criança se sentir atuante no processo, se entendendo como indivíduo que tem lugar de fala neste momento importante de sua vida.
  • Para as crianças menores, o ideal é que haja um espaço na escola para que os pais fiquem nos primeiros dias, de modo que seus filhos tenham tempo de estabelecer um novo elo com outros adultos.
  • Nesse processo, estimule os pais a fazer combinados com os filhos – e principalmente cumpri-los. Por exemplo: “se precisar de mim, estou no banco da entrada”, ou “hoje você vai embora antes do almoço, amanhã venho te buscar depois do lanche”.
    No primeiro dia de aula, pode haver uma espécie de confraternização, com um recreio estendido e lanche coletivo fornecido pela escola. Assim, a chegada a esse novo espaço vai ser sentida pelas crianças como uma experiência positiva.
  • Em sala, fuja à tentação de se impor de forma intimidatória, com frases como “agora vocês já são grandes, não podem agir como criancinhas”, como se ser criança fosse algo ruim. É possível estimular a autorresponsabilidade de outra maneira, empoderando os alunos, por exemplo: “confio que vocês são capazes de cumprir os combinados da hora da aula (feitos previamente com a participação dos estudantes), de modo que possamos trabalhar tudo que é necessário neste ano”.
                      

Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.