A Nova Era Econômica referendada pela tecnologia com seus avanços exponenciais, tem ocupado espaço num ambiente de intensas mudanças, em velocidade que assusta e surpreende a Alta Liderança. É em um ambiente dinâmico, complexo, repleto de incertezas, e com múltiplas possíveis respostas a um único problema que acomete diuturnamente a alta gestão.

De acordo com Mintezberg, a Alta Liderança participa ativamente do desenho e do endereçamento das estratégias de negócio das organizações e, por conta disto, necessita de todo apoio possível para este desafio. Precisa, pois, de um suporte decisivo, que vem diretamente da média gerência, uma safra significativa de colaboradores que, se estimulada adequadamente e orientada à altura, torna-se um fator crítico de sucesso para a Alta Liderança.

Quando as organizações esquematizam o controle estratégico, neste ambiente atual de mudanças, e permitem o desenvolvimento da Alta Liderança, é este próprio grupo de líderes estratégicos, no conceito de W. Gleen Rowe, que será fonte de maximização do retorno sobre o investimento e agregação de valor para os funcionários, clientes, fornecedores e acionistas.

A Alta Liderança ocupa, pois, um papel chave em um ambiente complexo e mutável nos dias que correm e desafiam-se a descobrir como extrair da média gerência a melhor contribuição possível para a composição dos objetivos estratégicos das organizações. Como lidar com este desafio? Vale então lembrar uma máxima do guru Deepak Chopra, sempre preocupado em otimizar o potencial humano, que afirma que somente alguém capaz de ter sabedoria em meio ao caos, será lembrado como grande líder.

Como a Alta Liderança pode galgar esta sabedoria em tempos modernos? A resposta passa pela essência da liderança, esta capacidade de influenciar a média gerência em benefício do alcance dos objetivos estratégicos traçados pela organização. E ao se buscar alguma luz, alguns caminhos são indicados pelo próprio Deepak Chopra, em seus artigos publicados pela HSM Management:
– a Alta Liderança deve ver e ouvir a média gerência, eliminando julgamentos e obedecendo aos seus valores e sentimentos mais verdadeiros;
– a Alta Liderança deve ter elevada autoconsciência, conhecendo seus propósitos;
– a Alta Liderança deve guiar os seguidores pelo exemplo e assumir responsabilidades, tomando decisões de forma madura e nada passional.

A abordagem do Coaching Comportamental, de acordo com o Behavioral Coaching Institute, é um instrumento relevante para o desenvolvimento da Alta Liderança de forma a facilitar a performance do líder e seu aprendizado pessoal. É eficiente alternativa para o desenvolvimento de competências indicadas ao caminho do líder estratégico. Adicionalmente, as ferramentas práticas de Coaching auxiliam a Alta Liderança a saber identificar as melhores perguntas possíveis – as exploratórias e as que causam um propositivo movimento dos colaboradores em direção ao objetivo estratégico traçado – de modo a dinamizar a relação cotidiana com a média gerência, aquela que deve produzir as adequadas respostas aos problemas tático-operacionais da rotina organizacional.

A Alta Liderança tem ainda a prerrogativa de fomentar, dentro de seu próprio ambiente organizacional, a Cultura do Coaching, praticando comportamentos de Coaching como meio de se relacionar, apoiar e influenciar uns aos outros, como atesta Hart, do Center for Creative Leadership.

Um olhar no interior da organização fará com que a Alta Liderança, na sequência do estímulo conferido a uma Cultura do Coaching, perceba um padrão superior das habilidades de escutar e de perguntar, trazendo à tona o melhor da média gerência, como preconiza a autora Natalie Asdown.

O Coaching, assim, sendo instrumento robusto para a Alta Liderança encontrar soluções possíveis para os seus dilemas.

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Renato Cuenca
Renato Cuenca

MSc, Coach Executivo, Professor Universitário e Consultor em Gestão e Relacionamentos Consumeristas