No relatório “World Development Report 2019: The Changing Nature Of Work”, produzido pelo Banco Mundial, o foco é a mudança na natureza do trabalho como o conhecemos hoje. De acordo com o documento, esse processo já está acontecendo, e a tendência é se intensificar ainda mais nos próximos anos. Para dar conta das necessidades da nova economia, o relatório propõe investir nas habilidades interpessoais dos profissionais.


É impossível falar de relacionamento interpessoal no trabalho sem falar de network. Essa palavra, que pode ser traduzida como “rede de contatos”, diz respeito às conexões que estabelecemos no ambiente profissional. Quando bem-feito, o network pode ajudar a divulgar seu trabalho, conquistar visibilidade, conseguir novas oportunidades interna e externamente, além de aumentar sua empregabilidade.


Muitos profissionais perguntam: network é essencial para todo tipo de carreira? A resposta é: sim e não. Não é fundamental para ter uma carreira, mas para se desenvolver nela, sim. Mesmo quem trabalha por conta própria, sozinho em seu escritório ou home office, irá se relacionar com outras pessoas, sejam clientes ou fornecedores.

Network é igual a papo-furado?

Para algumas pessoas o termo network tem conotação pejorativa, como se fosse uma troca de favores, uma amizade por interesse, bajulação, ou simplesmente “papo-furado” na hora do expediente. No entanto, é bem mais que isso. O network sério acontece quando há conexão genuína e interesse real pelo trabalho do outro, gerando cooperação mútua – ou seja, há ganho para todos, inclusive para as empresas.

Uma rede de network pode ser formada por companheiros de universidade, colegas de trabalho, chefes e subordinados, antigos e atuais. Importante: não adianta supervalorizar a interação com os líderes nem menosprezar o contato com os liderados. Pode acontecer de o ex-estagiário que foi para outra empresa se lembrar de como você foi um ótimo mentor e indicá-lo para uma posição interessante.

Um novo ponto de vista

Muitas vezes quem mais vai agregar é aquele que nos tira da zona de conforto, com opiniões e
ideias diferentes das que temos. Nesse caso, pode ser bom se aproximar de pessoas inspiradoras, incluindo aquelas que não pensam como você.

Outra forma interessante de fazer network é conectar pessoas que não se conhecem por seus talentos, gerando valor para ambas as partes. Para os empreendedores, é útil buscar parcerias com profissionais que presentem serviços para o mesmo público (ex.: psicólogo, fonoaudiólogo, KidCoach), pois uns podem indicar os outros.

É reconhecido que as pessoas se interessam por quem posta o projeto em que está trabalhando nas redes sociais, falando de seu comprometimento e em como está dando duro por ele. Marcar almoços e happy hours, ir a eventos, ser solícito com os colegas, tudo isso é importante, mas o principal é ter resultados concretos e mostrar consistência no trabalho. Ser um bom profissional ainda é a chave para o sucesso em qualquer área.

Fonte:
“World Development Report 2019: The Changing Nature Of Work”. Disponível em: https://www.worldbank.org/en/publication/wdr2019

World Development Report 2019: The Changing Nature of Work


Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.