Muitas pessoas se queixam de que têm uma área da vida que parece “empacada”, independentemente do quanto se esforcem. Para algumas delas, a questão está no âmbito profissional. É aquela promoção que não vem, é a falta de reconhecimento do chefe, é o negócio próprio que não deslancha…

Em alguns casos (mais do que podemos imaginar) não é falta de conhecimento ou de empenho, mas o que chamamos de crenças limitantes: percepções de mundo distorcidas, que na maioria das vezes trazemos desde a infância, e que inconscientemente nos impedem de atingir nosso potencial em sua totalidade.

A boa notícia

Acredite: sempre é tempo de reverter as crenças limitantes – desde que haja um esforço verdadeiro de transformação interna para sair de uma situação ruim, mas que já se tornou confortável. Dependendo do caso, talvez a pessoa precise de ajuda para vencer a dificuldade. Essa análise pode ser feita em um processo de coaching, por exemplo, e pode alavancar sua carreira, trazendo os resultados tão desejados e que pareciam impossíveis de alcançar.

Para sair dessa espiral de insatisfação, o primeiro passo é analisar os resultados que o profissional vem obtendo. Se não correspondem ao que gostaria, essa pode ser uma boa oportunidade de olhar para si e investigar, com perguntas do tipo: “o que penso sobre mim mesmo?”, “o que bloqueio em minha vida por acreditar não ser merecedor?”.

Mesmo que você acredite firmemente, por exemplo, que não é bom vendedor, ou que nunca vai alcançar um cargo de gerência, é muito útil e vale a pena refletir e analisar esse tipo de pensamento e de que maneira vem afetando seus comportamentos e atitudes. Caso perceba que essas sentenças não lhe trazem nada além de um ciclo infinito de autossabotagem, falha e frustração, que tal repensar se são mesmo fatos ou apenas pensamentos automáticos distorcidos?

Em vez de reagir às dificuldades (que existem e sempre existirão) desistindo antes mesmo de começar ou criando justificativas para manter situações desadaptativas, é possível:

– fazer o exercício contínuo de questionar o que pensamos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo.

– desviar o foco do passado e dos momentos em que algo deu errado, passando a olhar para o futuro e pensar em como se sair melhor nas novas oportunidade que surgem e surgirão.

– alterar o mindset de escassez (“não tenho segurança para atender clientes”) para o de abundância (“como posso aumentar minha autoconfiança para fazer atendimentos?”).


Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.