Falar de sustentabilidade para crianças e adolescentes pode parecer algo distante, como se o meio ambiente fosse alguma coisa externa. No entanto, não existe o “fora”, tudo é dentro. Quando alguém diz que um objeto não serve mais e vai jogá-lo fora, esse “fora” é o planeta onde moramos e do qual dependemos para viver e garantir a vida de nossos descendentes.

Na verdade, infelizmente já passou do tempo em que a preocupação era com o futuro. Hoje já nos deparamos com situações de emergência, que exigem medidas urgentes para que não haja um verdadeiro colapso: mares com mais lixo que peixes, espécies animais em extinção, degelo nos polos, ocasionando aumento da temperatura em todo o mundo – inclusive no nosso país.

Quando se trata de crianças e adolescentes, é fundamental explicar o que significa praticar a sustentabilidade no dia a dia, suas implicações e consequências diretas. Quando isso fica claro para eles, os jovens são os primeiros a “vestir a camisa”, conscientizando-se, mudando os próprios hábitos e levando a mudança para sua família e sua comunidade.

Pode ser difícil implementar essas mudanças de uma hora para a outra, então a ideia é começar com pequenas transformações.

Confira a seguir seis dicas para ensinar sustentabilidade aos alunos na sua escola:

  • Abordar os 3 Rs:

Reduzir (o consumo e o desperdício);

Reciclar (separar o lixo para coleta seletiva, lembrando de limpar as embalagens antes);

Reutilizar (aproveitar objetos usados para novos fins, como usar garrafas vazias como vaso de planta).

  • Entender, no contexto de cada série, sua própria realidade, e como os 3 Rs se encaixam (ex.: crianças da educação infantil já podem ser orientadas a separar o lixo sob supervisão; alunos do ensino fundamental podem fazer uma composteira).

3- Dar oportunidade para que os alunos proponham ideias para as questões apresentadas. Quando as crianças e os adolescentes fazem parte da solução, em geral o comprometimento no projeto é muito maior;

4- Dividir responsabilidades entre alunos, professores e demais funcionários, de acordo com suas possibilidades, proporcionando engajamento geral;

5- Aproveitar para discutir sobre os efeitos do consumismo e como reduzi-lo (uma ideia é criar uma feira de trocas na escola, que pode incluir material didático e uniformes, além de objetos das famílias em geral).

6- Mensurar as ações e seus resultados, criando uma “gincana do bem” para medir a redução do consumo de água e energia, do lixo produzido etc.

Para o ensino da sustentabilidade ser sedimentado entre crianças e adultos da comunidade escolar, é fundamental que as ações não sejam pontuais, mas que haja constância. Não adianta promover uma feira de ciências com o tema reciclagem, e no dia seguinte toda a instituição continuar usando copos descartáveis, por exemplo.

                      

Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.