O Enem se aproxima e seu filho se sente inseguro em relação aos conhecimentos que dispõe para as provas? Será que ele está estudando da maneira mais efetiva? Se a resposta foi “sim, ele passa o dia todo na escola ou lendo”, pode estar exatamente aí o erro.

Pesquisas mostram que o estudo passivo – que compreende ler durante horas seguidas, assistir a aulas presenciais ou videoaulas, fazer fichamentos que são praticamente cópia do texto original – deve acontecer, mas definitivamente é o menos importante para o amadurecimento do processo de aprendizado. Em duas semanas, a expectativa é que o aluno se lembre de aproximadamente 20% do que estudou apenas, mais ou menos como aquele conselho que recebeu da avó no verão passado.

Já o estudo ativo movimenta o cérebro, gerando novas conexões neurais e fortalecendo as já existentes. Este formato é mais cansativo, pois gasta mais energia, mas definitivamente é mais recompensador. E como estudar ativamente? Veja abaixo algumas dicas:

– Ao assistir a aulas e videoaulas, fazer questionamentos para si mesmo na forma de anotações;
– Depois de estudar determinado conteúdo, produzir um resumo com as próprias palavras;
– Relacionar conteúdos aprendidos com o cotidiano;
– Destacar no material somente o que for imprescindível, como conceitos-chave;
– Resolver listas de exercícios de conteúdos misturados, para treinar o cérebro a “virar a chave” para outro tipo de raciocínio continuamente;
– Ao fim de cada lista, contar o número de acertos para definir o que já domina e o que ainda precisa de reforço;
– Mesclar abordagens variadas: leitura, verbalização, visualização, resumo;
– Criar gráficos e diagramas para organizar a matéria;
– Apostar na troca de conhecimentos: explicar um conteúdo que domine a um colega e pedir que ele faça o mesmo.

Fonte:
“Passive vs. Active Approaches to Studying: Medical Center – The University os Kansas”. Disponível em: http://www.kumc.edu/Documents/counseling/passive_versus_active.pdf

                      

Marcia Belmiro
Marcia Belmiro

Fundadora e diretora técnica da Rio Coaching. Graduação em Psicologia, Especialização em Recursos Humanos pelo IBRAE – FGV, Personal Life Coaching e Executive Coaching, Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute. Certificação nos instrumentos de Assessments DISC, PEAKS, SOAR e Birkman, Certificação em Alfa Assessement Coaching pela Worth Ethic Corporation, MBA em Coaching e Pós graduação em Neurociências pelo IPUB – UFRJ, Formação em Biodança, Sociopsicomotricidade, Teoria Cognitivo-Comportamental e Constelação Familiar. Atuando há 38 anos nas áreas de Educação, Clínica Psicológica, Recursos Humanos e Coaching, formou mais de 3.000 coaches no Brasil e desenvolveu mais de 10.000 líderes. Sólida experiência como Coach de executivos e Mentora de coaches. Mais de 12.000 horas na criação e aplicação de workshops, palestras, cursos de desenvolvimento de líderes, programas motivacionais e transformacionais. Co-autora dos livros “A Bíblia do Coaching” e “O Máximo do Mínimo”. Autora e Coordenadora técnica do livro “Empoderar para Transformar”. Criadora do Método KidCoaching® para crianças e Co-criadora do Método GrowCoaching® para adolescentes.